Kobayashi Admite Falta de Explicação Para Fraqueza da Toyota em Interlagos

Kobayashi Admite Falta de Explicação Para Fraqueza da Toyota em Interlagos

A Toyota viveu um fim de semana atípico nas 6 Horas de São Paulo, etapa do Mundial de Endurance (WEC) disputada em Interlagos, e Kamui Kobayashi saiu do autódromo paulista com mais dúvidas do que certezas. O piloto japonês, que dividiu o TR010 Hybrid #7 com Nyck de Vries e Mike Conway, terminou apenas na 12ª posição, resultado que contrasta fortemente com a régua de competitividade que a marca japonesa vinha sustentando na temporada.

Em declarações ao portal especializado Sportscar365, Kobayashi reconheceu que a equipe até poderia ter buscado pontos em solo brasileiro, não fosse uma penalidade de drive-through que praticamente eliminou qualquer chance de recuperação. Enquanto fãs de esportes a motor acompanhavam a corrida em Interlagos, outros torciam por resultados em modalidades diversas ou simplesmente relaxavam entre uma sessão e outra ao jogar paciência, passatempo que, como o automobilismo, também exige paciência e estratégia. Mas o próprio piloto foi categórico ao apontar que o problema ia muito além da punição: faltou ritmo ao carro do início ao fim da prova. jogar paciência

Ritmo inexistente intriga a equipe japonesa

“Poderíamos ter marcado pontos, mas, com o drive-through, isso não foi possível. Sem essa punição, acho que poderíamos ter pontuado, talvez não muito, mas o suficiente. O maior problema, porém, é que não tínhamos ritmo”, explicou Kobayashi, evidenciando que a queda de desempenho não teve relação direta com a penalidade recebida durante a corrida.

Questionado sobre o contraste entre a vitória sólida nas 24 Horas de Le Mans e o desempenho apagado em Interlagos, o piloto não escondeu a falta de respostas. Segundo ele, mesmo sem ser o carro mais rápido do grid na França, a Toyota conseguiu se manter competitiva através da consistência - algo que simplesmente não se repetiu na etapa brasileira.

“Se tiver a resposta, quero saber! Em Le Mans, fomos consistentes, mesmo sem sermos os mais rápidos, mas desta vez, sinceramente, não fazemos ideia do que aconteceu. Não tivemos nenhuma chance. Simplesmente nos faltou desempenho. Fiz tudo o que pude. Quando entrei no carro para os dois últimos stints, já estávamos muito longe da zona de pontuação. Acho que cumpri meu papel como piloto, então não estou decepcionado”, encerrou o japonês.

Liderança ainda garantida, mas vantagem encolhe

Apesar do tropeço em Interlagos, a Toyota mantém a liderança do Mundial de Construtores do WEC, somando 132 pontos na tabela geral. O problema é que a distância para a BMW, vice-líder da categoria, despencou para apenas 5 pontos após o resultado na etapa brasileira - uma margem mínima que transforma as próximas rodadas em verdadeiros pontos de virada para o campeonato.

A vitória em São Paulo ficou com o BMW #15, tripulado por Magnussen, Marciello e Vanthoor, reforçando a boa fase da equipe alemã nesta reta da temporada. O calendário do WEC agora entra em pausa e só retorna no dia 6 de setembro, com a disputa da Lone Star Le Mans, no Circuito das Américas, em Austin, nos Estados Unidos - compromisso que promete ser decisivo para definir os rumos da briga pelo título de construtores.